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| Lucas Sacha e sua namorada |
Lucas Sacha foi campeão da Copa SP pelo Corinthians em 2009 e foi apontado
como uma das possíveis revelações para serem usadas no time principal como
volante. O ótimo momento da equipe no setor, no entanto, fez o jogador acabar
esquecido nas categorias de base e o forçou a buscar novos ares. A alternativa,
depois de um tempo no Grêmio Barueri, foi enfrentar o frio e a saudade da
família no desconhecido futebol da Bulgária. O esforço valeu a pena e, hoje, ele
é um dos três principais jogadores do CSKA Sofia, principal time do país.
O maior problema que ele enfrentou até hoje na Europa, além das baixas
temperaturas, foi algo que não consegue ser extinto no Velho Continente, o
preconceito. Depois de ver seu companheiro, negro, sair do campo após ouvir
barulho de macaco da torcida adversária, ele também relatou ao UOL
Esporte que já chegou até a ser chamado de índio por um rival durante
uma discussão em campo.
"Uma vez, durante um jogo, me chamaram de índio. Sinceramente, nem sei se
isso é racismo, mas me chamaram. Tem gente que ainda acha que o Brasil só tem
floresta e bicho, deve ser por isso que falaram isso. Eu pensava que esse tipo
de problema tinha acabado, mas não acabou", disse o jogador.
Apesar do pequeno incidente, Sacha se diz feliz na equipe onde tem contrato
até 2014. Ele comemora a volta por cima após ter sido deixado de lado no
Corinthians e admite que, para voltar ao Brasil, ele aceitaria jogar até mesmo
por um arquirrival alvinegro.
"Eu cheguei aqui desacreditado e, hoje, sou um dos três principais jogadores
do time. Eu era volante e agora tenho que sair para o jogo, porque falta técnica
aqui. Não querem deixar eu sair, mas já estipularam um valor que eu não sei caso
alguém faça uma proposta. Pelo que eu vi, teve time de Portugal e alguns outros
times interessados, mas estou bem aqui. Estou com sequência e indo bem",
afirmou. "Claro que eu aceitaria uma outra proposta de outro time brasileiro,
mesmo porque eles preferiram não me usar entre os principais. Não tem mágoa, mas
foi opção deles. Mas sempre imagino como seria se eu tivesse subido",
completou.
A grande motivação para Sacha voltar ao Brasil, aliás, seria ficar novamente
perto de sua família e de sua mulher. Estabilizado na Bulgária, o volante ainda
não conseguiu levar sua companheira para a Europa, já que ela ainda está
estudando. Enquanto isso, ele se controla na saudade conversando pela internet e
fazendo as visitas sempre que pode no Brasil.
Sua distração, enquanto isso, tem sido comer em restaurantes e até se
distrair com o assédio local.
"Eu sempre como fora, então enfrento poucas dificuldades na gastronomia. Eu
pensava que o pessoal aqui era mais tímido, evitava contato, não pedia foto, mas
pelo contrário. Eles falam, pedem autógrafo, pedem foto, não têm vergonha de
nada. A mulherada aqui é até bonita, sempre falo para a minha mulher, mas não
dou bola", finalizou.
Fonte: UOL

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