
De metrô, de trem ou de carro, qualquer pessoa que passa pelo bairro de
Itaquera (Zona Leste de São Paulo) para, olha e se deslumbra com a construção da
Arena Corinthians, uma obra de magnitude pouco comum em uma região tão carente
de assistência.
Dá para perceber no semblante de cada pessoa, torcedor ou
não, a expectativa para a inauguração da arena, que vai receber a partida
inaugural da Copa 2014.
As obras do Itaquerão, como o estádio é mais
conhecido, que terá capacidade para receber 65 mil torcedores, entram na reta
final. Segundo o gerente operacional da Odebrecht na obra, Frederico Barbosa,
toda a parte de estrutura de concreto e alvenaria, que é de maior volume,
encontra-se em processo de finalização, devendo ser concluída nos próximos três
meses.
"Está faltando mesmo é o campo, colocar os assentos, fazer a
cobertura e a parte de arquitetura que é um trabalho mais cuidadoso. Hoje
estamos próximos dos 65%, mas os 35% restante e nós temos coisas grandiosas como
a cobertura e coisas menores, como o acabamento", diz Barbosa.
A cobertura
deverá ganhar novas treliças metálicas, desta vez no prédio oeste, em março.
"Estamos com o prédio leste com todas as treliças, faltando a telha e os
revestimentos. E a cobertura do prédio oeste deve acontecer nas primeiras
semanas de março, para depois fazermos a cobertura do estádio", afirma o
engenheiro responsável pela obra.
Em paralelo às obras pesadas, todas as
instalações estão sendo realizadas, como elétrica, hidráulica, esgoto, ar
condicionado, exaustão, água potável, além da vedação dos camarotes, algumas
pinturas e o acabamento dos locais das futuras lojas, banheiros e do
estacionamento coberto.
A obra está hoje com 1850 operários trabalhando em
três turnos e, segundo a empreiteira, não deverá sofrer atraso. "É uma evolução
normal, o cronograma está indo bem, dentro do prazo, a gente tem aqui uma equipe
mobilizada para conseguir o prazo no final do ano", conta Barbosa.
Uma
pergunta comum é com relação à inserção das arquibancadas provisórias, que serão
bancadas pela cervejaria Ambev e retiradas ao final da Copa. Porém, segundo
Barbosa, esse processo não interfere nas obras do estádio e deverá ficar para o
final do ano. "O projeto está sendo desenvolvido ao mesmo tempo que a obra,
ainda vai chegar para nós como serão inseridos, a fundação. Mas isso é mais para
o final do ano", garante.
Gramado
Na semana passada teve início a
escavação do campo para a colocação do gramado. A expectativa da empreiteira
responsável e do clube é de estar com a grama plantada até junho e, no máximo em
setembro, já ser possível ver o gramado verde.
Após o fim da etapa de
escavação, o local será repassado à World Sports, empresa contratada pelo
Corinthians para a implementação do gramado, que vai fazer a escavação da
drenagem, com a inserção dos tubos que vão drenar a água da chuva. A drenagem
será protegida por uma camada de brita, duas de areia e uma de top-soil (mistura
de areia e material orgânico). Após a escavação, entre 45 e 60 dias deverá ser
feito o plantio da grama, para depois ter mais 90 dias de tempo de
maturação.
O gramado terá um sistema de drenagem a vácuo e um sistema de
refrigeração das raízes da grama, semelhante ao da Arena do Grêmio. A diferença
é que a refrigeração das raízes será feita com água e ar frios, enquanto que no
estádio gremista o sistema recebe ar ambiente.
A escolha deste sistema ocorre
por causa do tipo de gramado escolhido. Apesar de ainda não ter a definição
quanto ao nome, a grama virá da Europa e, portanto, acostumada com o rigoroso
inferno europeu. O sistema será acionado sempre que as temperaturas passarem dos
23 graus.
Fonte: Esporte Interativo
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